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	<title>SOTEROPOLITANOS</title>
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	<description>Itapuã e São Cristovão</description>
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		<title>SOTEROPOLITANOS</title>
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		<title>Contadora de histórias</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Feb 2008 21:53:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[PERFIL]]></category>

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		<description><![CDATA[
por Agnes Mariano
Nascida e criada numa pequena colina de Itapuã de onde se vê o mar, quando Francisca Passos, a Dona Francisquinha, começa a lembrar de tudo o que viveu, nos convida a uma deliciosa viagem no tempo, por um lugarejo distante onde só se via mar, areia, lendas e poesia. Conhece cada cenário e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdeitapua.wordpress.com&blog=2151151&post=41&subd=soteropolitanosdeitapua&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img src="http://soteropolitanosdeitapua.files.wordpress.com/2008/02/francisquinha1.jpg" alt="francisquinha1.jpg" /></p>
<p>por Agnes Mariano</p>
<p align="justify">Nascida e criada numa pequena colina de Itapuã de onde se vê o mar, quando Francisca Passos, a Dona Francisquinha, começa a lembrar de tudo o que viveu, nos convida a uma deliciosa viagem no tempo, por um lugarejo distante onde só se via mar, areia, lendas e poesia. Conhece cada cenário e cada história com a intimidade de quem, além de ter participado de tudo, também se tornou uma pesquisadora diletante. Quando fala em escolas, &#8220;até em faculdade já me levaram&#8221;, ou mostra os tesouros que reuniu nesses anos &#8211; livros, fotos, reportagens e objetos -, ela nos convence de que tantas histórias bonitas não merecem mesmo ser esquecidas.</p>
<p><span id="more-41"></span></p>
<p align="justify">&#8220;Aqui todo mundo vivia da pesca. A praia, além da areia, era um tapete verde: salsa, cheia de flor. Tanto que foi por acaso que um pescador da rede de xaréu achou a pedra de São Tomé. Deu esse nome porque era véspera do dia dele, 20 de dezembro de 1602. E aí construíram a cruz e a capela de palha. A cruz está lá até hoje, só mudou o nome, pra Piatã. Tinha a festa todo ano, a gente ficava a noite toda: fazia a fogueira, as senhoras rezando, as meninas dançando, as crianças brincando e os homens no samba. Foi a primeira festa de Itapuã. Ainda vou lá todo ano, a gente reza e acende a fogueira. Enquanto eu estiver viva, a tradição não acaba&#8221;, diz ela.</p>
<p align="justify"><strong>Ganhadeiras</strong><br />
&#8220;Minha mãe era ganhadeira. Você sabe o que é isso?&#8221;. Para explicar, dona Francisquinha recita uma poesia antiga &#8220;que ninguém sabe quem fez&#8221;: &#8220;Nascida na Praia de Itapuã, comprando peixe barato, pescado pela manhã/Somos velhas ganhadeiras que veio negociar/Trazendo pouco dinheiro para o peixe encontrar/Nós compramos e assamos e tornamos a vender/O dinheiro que ganhamos não chega para comer/Adeus que já me retiro/Adeus que já vou embora/Adeus até outra hora&#8221;. A venda era feita no Mercado de Santa Bárbara, na Baixa dos Sapateiros, para onde as ganhadeiras iam andando, conta ela.</p>
<p align="justify">Enquanto a mãe ia vender o peixe, ela ficava em casa tomando conta dos irmãos e do bisavô. &#8220;Aqui na rua só tinha três casas de telha, o resto era de palha. Minha mãe sempre dizia pra eu fechar a porta, mas sabe o que era a porta? Um pano que amarrava em dois pregos&#8221;, conta ela, rindo.</p>
<p align="justify">No chão das casas, o costume era colocar areia alva da praia e folhas de pitanga: &#8220;Chão de tijolo só tinha na escola. Foi em 1926 que eu fui pro colégio público. Fazia com capricho, queria ser professora. Lia tudo, até papel velho. Naquele tempo não tinha nada aqui, nem jornal, nem livro. Os pais da gente diziam que tinha que tratar bem a professora porque ninguém queria vir pra cá. Então cada semana uma mãe lavava a roupa da professora, um pai dava o peixe, se fazia a farinha, separava a parte da professora. Os alunos varriam a escola, carregavam água, ganhava &#8221;bolo&#8221; e ainda queriam bem a ela, não era como hoje não&#8221;.</p>
<p align="justify">Sobre o seu sonho de ser ser professora, as colegas sempre caçoavam: &#8220;Só se for do cabo da vassora&#8221;, sem imaginar que um dia dona Francisquinha seria convidada de honra em muitas escolas de Salvador, para contar as suas histórias. Naquele tempo, ela nem conhecia Salvador: &#8220;Só ouvia falar, minhas colegas diziam pra eu ir na cidade, ver o bonde, que era bonito como quê&#8221;. Os primeiros veranistas chegavam &#8220;de carroça, pela praia, porque não tinha estrada&#8221;. Quando o primeiro posto de saúde de Itapuã foi inaugurado, Dona Francisquinha empregou-se lá, como auxiliar de enfermagem: &#8220;E lá mesmo me aposentei&#8221;.</p>
<p align="justify"><strong>Recados de amor<br />
</strong>Os namoros e casamentos aconteciam ali mesmo. &#8220;O namoro era nas salas de dança e nos recados. A criatura que me ensinou a fazer renda vivia dando recado pra eu levar pro namorado e aí eu ganhava cocada, amoda, bolachinha de goma&#8221;. Dona Francisquinha também teve o seu amor, &#8220;uma companhia muito boa, que durou 30 anos e nove meses. Ontem, fui até lá visitar ele&#8221;, diz ela, referindo-se ao pequeno cemitério de Itapuã.</p>
<p align="justify">Antes de se despedir, acenando na porta da sua graciosa casa cor-de-rosa, ela recita outro verso das antigas festas de Itapuã: &#8220;Ele hoje não foi à pesca, por causa do temporal/Trago anzol e trago linha pra o peixe pegar/Pra vender à freguesa nesse dia festival/Sou pobre pescador que vive nas ondas do mar/Somente pegar o peixe pra freguesa comprar/Eu vou ver minha jangada, meu barquinho sem par/Que vem velejando lá pelas ondas do mar/Duros ventos já encontro, lá pelas ondas do mar/Sou pobre pescador, o perigo é de enfrentar&#8221;.</p>
<p align="justify">* Dona Francisquinha, figura lendária do bairro de Itapuã e fundadora do grupo Mantendo a Tradição, faleceu poucos dias após esse entrevista, em 2001. A sua irmã, Dona Helena, é hoje uma Mestra Popular da Cultura.</p>
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		<item>
		<title>O boteco do &#8220;Fas de Conta”</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Dec 2007 12:45:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>priscilasrodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIDADE]]></category>

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		<description><![CDATA[por Rachel Koerich
Não cheguei a entrar, fiquei parada extasiada olhando para o letreiro descascado, rindo sozinha. Não sabia o que mais me entretinha: se era aquele “s” mal colocado, ou a criatividade. Da onde teria saído um nome tão curioso? Não resisti. Tinha que perguntar. Recoloquei meu celular na bolsa, guardei meus óculos escuros na [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdeitapua.wordpress.com&blog=2151151&post=33&subd=soteropolitanosdeitapua&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="left">por Rachel Koerich</p>
<p align="justify">Não cheguei a entrar, fiquei parada extasiada olhando para o letreiro descascado, rindo sozinha. Não sabia o que mais me entretinha: se era aquele “s” mal colocado, ou a criatividade. Da onde teria saído um nome tão curioso? Não resisti. Tinha que perguntar. Recoloquei meu celular na bolsa, guardei meus óculos escuros na caixa, respirei fundo e entrei. Tinha certeza! Havia encontrado a minha história. <span id="more-33"></span><br />
Aquele nome era mesmo mágico. Quando entrei, milhares de coisas passaram pela minha cabeça. Não sei se imaginei que quando entrasse lá encontraria um lugar colorido com um atendente coelho chamado “John” que, vestindo um uniforme impecavelmente branco e uma boina com os dizeres: “Fas de Conta”  me serviria, animado, sorvetes e chocolates de graça. Não sei se esperava um aquário com sereias penteando seus cabelos sob o olhar atento de princesas, príncipes, piratas e animais falantes que constituiriam a clientela.</p>
<p>Não sei o que exatamente passou pela minha cabeça, mas por um momento aquela lanchonete, aquela humilde lanchonete de São Cristovão representou  pra mim um pequeno lugarzinho onde tudo era possível, em que todas as verdades não seriam mais verdades e onde todas as leis e regras da física, da ciência e da matemática poderiam ser contrariadas. Um lugar onde até o faz poderia ser escrito com “s” apenas para provocar aqueles que não arriscam fugir das normas e regras pré-estabelecidas. Afinal era isso que o faz de contas significava para mim. O mundo mágico daquelas historinhas que eu lia quando era criança.  Mas logo fui puxada pra realidade. E confesso. Foi melhor do que qualquer coisa que eu poderia ter imaginado.</p>
<p>Atrás do balcão estava Célia. Ela enxugava, com um pano encardido, um único copo. Quando entrei, sua expressão não mudou em nada. Ela desconsiderou por completo meu sorriso deslumbrado por estar lá dentro. Não me disse boa tarde, nem sequer me perguntou se eu queria alguma coisa. Deve ter deduzido que minha estadia ali seria temporária, como se eu estivesse fugindo de uma chuva e tivesse entrado lá apenas em busca de um lugar coberto. Baixou os olhos e continuou concentrada no copo.</p>
<p>Com exceção de um bêbado discreto sentado numa mesa no canto, não havia mais ninguém. Aos poucos minhas fantasias foram se dispersando e me dei conta que estava em um bar comum, como todos os outros. Havia uma televisão pequena, pendurada no alto que estava desligada, nenhuma música tocava no rádio. A única coisa que se ouvia era o sonido do pano em atrito com o copo.</p>
<p>Olhei para o bêbado, sorridente também, buscando alguma formalidade. Ele me mandou um beijo asqueroso, e depois passou a língua pelos lábios numa tentativa frustrada de se mostrar um homem irresistível.  Nesse momento teria desistido, não fosse Célia me defendendo: “Fica quieto, Cleidson!”. E ele ficou.</p>
<p>Resolvi me aproximar do balcão.  Célia me tranqüilizou “Não liga não, o Cleidson é gente boa, só faz besteira quando tá bêbado”, começou a rir “o mal é que ele tá sempre bêbado”.  Eu, embora não estivesse achando muita graça, ri também para acompanhá-la, precisava ganhar sua confiança, senão jamais saberia a origem do nome do boteco.  </p>
<p>Ela me perguntou se eu queria alguma coisa. Eu não queria, mas disse que sim. Perguntei o que ela me sugeria.  Ela me disse que tinha sobrado sarapatel do almoço.  Esse eu tive que recusar com um “Não, obrigada.”, porque cordialidades têm limites. Resolvi pedir uma coca-cola e aceitei sob muita insistência uma coxinha.  Estava até gostosa.</p>
<p>Ela me contou que o bar estava sem movimento naquele dia, mas que normalmente fica mais cheio. Disse também que o bar era do marido dela, mas depois que ele tinha falecido (baixou a cabeça melancólica, respirou fundo e continuou) “Eu mesma que faço o almoço, cuido da limpeza, faço meus pagamentos, faço tudo!”. Eu olhei pro pano encardido na sua mão (ela ainda enxugava o copo). Desconfiei um pouco da parte da limpeza, mas fiquei quieta. Até então eu só era um ouvinte atenta.</p>
<p>Confessei que era uma estudante, e que queria escrever uma matéria sobre o bar, mais especificamente sobre o nome dele. Ela me olhou desconfiada. O sobrenome dela, não me disse, idade então “Nem pensar, minha filha!” mas pelo menos matei minha curiosidade “O nome quem pintou aí na frente foi o Faz de Conta, meu marido, precisava ver ele com o baldinho de tinta todo animado, o nome, essas coisas, foi tudo idéia dele. “ e até me explicou o porque do apelido “Ah, o faz de conta quando bebia só sabia mentir, inventava tanta história que acabaram colocando esse apelido nele. Quando eu conheci ele, já era assim. E ai de mim se chamasse ele de Ubiraci, era Faz de Conta e pronto”.</p>
<p>(novembro de 2007)</p>
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		<item>
		<title>Escola Modelo em São Cristóvão</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Dec 2007 12:19:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fagnerabreu</dc:creator>
				<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[
por Rachel Koerich
O que antes era apenas um sonho de ter uma escola com condições dignas para educar e formar cidadãos tornou-se realidade para os moradores de São Cristóvão. Antes a escola Parque de São Cristóvão estava funcionando em um prédio com instalações inadequadas, localizado também em São Cristóvão. Quando chovia, o prédio alagava e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdeitapua.wordpress.com&blog=2151151&post=32&subd=soteropolitanosdeitapua&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="center"><img src="http://soteropolitanosdeitapua.files.wordpress.com/2007/12/colegio_rachel3.jpg" alt="colegio_rachel3.jpg" /><a rel="attachment wp-att-35" href="http://soteropolitanosdeitapua.wordpress.com/2007/12/03/escola-municipal-parque-sao-cristovao-um-modelo-para-todas-as-outras/35/" title="colegio_rachel2.jpg"></a></p>
<p align="left"><a rel="attachment wp-att-34" href="http://soteropolitanosdeitapua.wordpress.com/2007/12/03/escola-municipal-parque-sao-cristovao-um-modelo-para-todas-as-outras/34/" title="colegio_r1.jpg"></a><a rel="attachment wp-att-34" href="http://soteropolitanosdeitapua.wordpress.com/2007/12/03/escola-municipal-parque-sao-cristovao-um-modelo-para-todas-as-outras/34/" title="colegio_r1.jpg"></a>por Rachel Koerich</p>
<p align="justify">O que antes era apenas um sonho de ter uma escola com condições dignas para educar e formar cidadãos tornou-se realidade para os moradores de São Cristóvão. Antes a escola Parque de São Cristóvão estava funcionando em um prédio com instalações inadequadas, localizado também em São Cristóvão. Quando chovia, o prédio alagava e os alunos ficavam impedidos de assistir aula. Além disso, as salas não tinham capacidade de abrigar a quantidade de estudantes matriculados e o local era desprovido de espaço para lazer. “Esta escola veio para concretizar um sonho da nossa comunidade. Há três anos eu lembro que estávamos eu e as mães dos alunos fazendo manifestação na Praça da Piedade pedindo uma escola para nossos meninos e, felizmente, ganhamos este presente”, pontuou a diretora da escola, Jacilene da Silva. <span id="more-32"></span><br />
A nova sede da escola foi construída há dois anos pela Prefeitura Municipal. A instituição oferece Educação Infantil e Ensino Fundamental até a 4ª série, nos turnos matutino e vespertino. Tem capacidade para atender 850 alunos com perspectiva de formação escolar de tempo integral. Possui 10 salas de aula, laboratório de informática, biblioteca, brinquedoteca, diretoria, secretaria, sala de professores, cantina, refeitório e áreas de lazer.</p>
<p>De acordo com Jacilene da Silva, a instituição desenvolve políticas voltadas para a integração com a comunidade. Além do quadro de funcionários, ela recebe o apoio de pais de alunos. Eles atuam desde o planejamento educacional até nas tarefas operacionais, demonstrando a preocupação em disponibilizar a seus filhos uma escola de qualidade. “Dentre os projetos desenvolvidos pela escola está a inserção de alunos com deficiência auditiva, promovendo cursos de informática, educação artística e teatro com metodologias específicas. As mães frequentam curso de libras ministrado por uma mãe que já passou pelo treinamento e os funcionários também são capacitados na linguagem de sinais”, completa a diretora.</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://soteropolitanosdeitapua.files.wordpress.com/2007/12/colegio_r1.jpg" alt="colegio_r1.jpg" /></p>
<p align="justify">
A nova escola deixou os moradores entusiasmados. “Estamos extremamente agradecidos com a Prefeitura. Os meninos careciam de uma estrutura melhor para estudar”, disse a dona-de-casa Janismari Ferreira, mãe de uma estudante deficiente auditiva, que além de ministrar o curso de libras é participante ativa dos projetos em que a escola está envolvida. Os alunos também se mostram muito satisfeitos. “Aqui tudo é muito bom, temos espaço para brincar e sala grande para estudar”, disse sorrindo o estudante da 4ª série, Miguel Souza.</p>
<p>Uma parceria com o SESI ajuda a inserir as mães no mercado de trabalho, através da promoção de cursos profissionalizantes de pintura em tecido, tranças e penteados afros e tapeçaria. A escola promove, ainda, palestras com o Ministério Público para conscientizar os pais do papel social deles enquanto cidadãos e sua importância para a formação educacional dos filhos.</p>
<p align="justify" style="text-align:center;"><img src="http://soteropolitanosdeitapua.files.wordpress.com/2007/12/colegio_rachel2.jpg" alt="colegio_rachel2.jpg" /></p>
<p align="justify"><strong><br />
Alimentação<br />
</strong>Pela manhã, assim que os alunos chegam à Escola Parque São Cristóvão, tomam um copo de leite, bebida que é servida na saída aos que estudam no turno vespertino. “Algumas crianças trazem uma garrafinha para levar o leite para casa e dividir com os irmãos e pais. Esta alimentação é de grande importância para estes alunos, porque supre a carência que eles têm em casa”, diz a diretora Jacilene, acrescentado que: “Na Parque São Cristóvão são servidas 540 refeições diariamente”.</p>
<p>Outra novidade da escola é servir almoço todas as terças e sextas-feiras para os educandos da 3ª e 4ª série que têm aulas de inglês, teatro e educação física no turno oposto ao que freqüentam normalmente. No total são 200 almoços. O estudante Neylton Ferreira, 10 anos, 4ª série, é um dos beneficiados pela refeição e afirma gostar muito. “A comida é muiiiito gostosa, vou repetir. Tenho estômago para mais cinco pratos e ainda quando chegar na minha casa vou comer mais (risos)”.</p>
<p align="justify"><strong>Escola premiada<br />
</strong>A diretora da Escola Municipal do Parque São Cristóvão Jacilene Santos da Silva foi a primeira classificada para representar a Bahia no Prêmio Nacional de Referência em Gestão Escolar, tendo como ano-base 2006. O prêmio é um estímulo à melhoria do desempenho escolar, avaliando o aprendizado dos alunos e reconhecendo exemplos de gestões eficazes.</p>
<p>Jacilene Silva afirma que: “A indicação é fruto de trabalho diário, onde eu caminho pela comunidade, pois sou moradora do bairro, e quero sair de minha casa e olhar as pessoas de frente, não quero que eles digam que sou relapsa, que a escola não funciona. Isso é o resultado de um trabalho que aos poucos está sendo consolidado, e que ainda há muito a se caminhar”, comemorou. A premiação nacional está prevista para novembro, em data a ser definida. A escola agraciada receberá a Menção Honrosa em Gestão Escolar, e uma quantia de R$ 10.000  oferecida pela Fundação Roberto Marinho.</p>
<p align="justify">(outubro de 2007)</p>
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		<title>Feira de São Cristóvão passa por dificuldades</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 15:15:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>priscilasrodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIDADE]]></category>

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por Priscila Rodrigues
Eles estão por toda a parte no bairro de São Cristóvão, muitas vezes até no meio das ruas, dificultando o tráfico de carros, ônibus, pessoas, bicicletas e motocicletas. Os vendedores ambulantes se espalham pela Avenida São Cristóvão e pela Rua Aliomar Baleeiro, onde fica a Igreja da Matriz. Todos eles compõem a feira [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdeitapua.wordpress.com&blog=2151151&post=15&subd=soteropolitanosdeitapua&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p align="justify">por Priscila Rodrigues</p>
<p align="justify">Eles estão por toda a parte no bairro de São Cristóvão, muitas vezes até no meio das ruas, dificultando o tráfico de carros, ônibus, pessoas, bicicletas e motocicletas. Os vendedores ambulantes se espalham pela Avenida São Cristóvão e pela Rua Aliomar Baleeiro, onde fica a Igreja da Matriz. Todos eles compõem a feira de São Cristóvão. Barraquinhas de frutas misturadas a poças de água suja, cachorros passeiam livremente ao lado de alimentos, cascas e bagaços de frutas empilhados deixam o ar desagradável. Não é difícil entender porque ambulantes e moradores se queixam tanto a respeito do descaso da prefeitura com a feira, e não são só estes que se queixam. Policiais e motoristas de transporte público também. Todos os dias as barraquinhas são armadas por volta das 6h e desmontadas depois das 18h.<span id="more-15"></span></p>
<p align="justify">Os feirantes que montam suas barracas no asfalto não quiseram falar a respeito. O morador do bairro há mais de 10 anos Jurandir Pereira, 65 anos, comentou que eles têm medo do rapa e preferem fazer seu trabalho da maneira que conseguem. Já a feirante, que preferiu ser identificada somente como Lindinalva, 44 anos, e trabalha no ramo há 19 anos, mesmo com muita hesitação e medo conversou comigo. Tinha sua barraca armada na frente de uma loja em reforma e falou que teve autorização e exclusividade do espaço da calçada concedida pelo proprietário da loja. Não quis tirar fotos e reclamou por um espaço. “Não tem um lugar para trabalhar. Eu queria um lugar”. Lindinalva terminou a nossa conversa falando sobre a situação das barraquinhas em dias de chuva, pois, a rua fica cheia de lama. Segundo ela, carros jogam lama nos alimentos que ainda serão comercializados.</p>
<p align="justify">Quando passei por uma barraca que dividia espaço com entulhos, folhas secas, madeiras velhas, sacos de lixo e tinha um chão de terra batida, encontrei as jovens Taíse, 12 anos e Giuliane, 14 anos. A mãe das meninas não autorizou que elas me dissessem seu sobrenome. Elas ajudam a mãe todos os dias na venda de banana, melancia, entre outras frutas e me explicaram que a maior dificuldade enfrentada por elas é a lama provocada pela chuva e a poluição que ônibus e topics liberam sujando os produtos. “A gente ajuda minha mãe aqui, que inclusive bota remédio de rato para melhorar o lugar. Já apareceram ratos, mas depois do remédio acabou”, disse Taíse, que conversou comigo sentada ao lado de uma porta velha, dentro da barraca. Elas usam cadeiras velhas da escola pública que fica próxima a barraca e apesar das condições em que se encontravam, procuravam manter o lugar organizado.</p>
<p align="justify" style="text-align:center;"><img src="http://soteropolitanosdeitapua.files.wordpress.com/2007/12/priscilarodrigues15_sao-cri.jpg" alt="priscilarodrigues15_sao-cri.jpg" /></p>
<p align="justify">Ao lado de uma farmácia na Praça da Matriz estava Lucas Silva, 13 anos, que disse ajudar sempre seus pais na barraquinha que montam todos os dias ali. Para ele, a falta de água é um problema sério que dificulta a manutenção da higiene nas barracas. O jovem comerciante disse que a estrutura da feira poderia melhorar, mas não gostaria de transferir a barraca de lugar por conta da clientela e do espaço bom que dispõem. Apesar de ter lixo acumulado em frente à barraca, o rapaz que acompanhava Lucas e não quis se identificar garantiu que a coleta de lixo é feita todos os dias.</p>
<p align="justify">A Praça da Matriz, situada na Rua Aliomar Baleeiro, é o lugar onde há a maior concentração de barracas. A praça, que deveria ser um local de lazer para a população, se transforma em um mercado a céu aberto onde crianças em suas bicicletas disputam espaço com os clientes das barraquinhas da feira. Márcio Alves Barreto, 35 anos, é morador do bairro, cliente e disse que os moradores já se acostumaram com a presença das barraquinhas na praça. Ele defende os ambulantes e diz com firmeza: “A preocupação geral aqui dos barraqueiros é a padronização das barraquinhas”.</p>
<p align="justify" style="text-align:center;"><img src="http://soteropolitanosdeitapua.files.wordpress.com/2007/12/priscilarodrigues17_sao-cri.jpg" alt="priscilarodrigues17_sao-cri.jpg" /></p>
<p align="justify">Comerciantes e vendedores das lojas situadas na Rua Aliomar Baleeiro comemoram o movimento que as barracas trazem, mas lamentam o descaso da prefeitura que, segundo a vendedora de loja localizada na rua e moradora do bairro Jaira Azevedo, 25 anos, deveria colaborar mais cuidando da limpeza e conservação das ruas. “Acho que deveria ter um local apropriado para montar as barracas. Vai fazer um ano que a prefeitura falou que iria fazer e não fez”, diz ela, repetindo uma das reclamações constantes.</p>
<p align="justify">Para aqueles que não andam muito pelo bairro, a impressão mais marcante é à disposição das barracas. “Pra gente que não anda por aqui tá tudo bem. Só não entendo porque as barracas estão no meio da rua”, comentou Lauro Ferreira, 58 anos, que passava pela primeira vez no bairro. Para aqueles que moram ou vivem o seu dia a dia por ali as barracas também são um problema. Como para a policial Daluz, 41 anos, que fazia plantão na Sede da 29° Cia de Polícia, situada no Ed. Vera Cruz na Praça da Matriz e disse que a desorganização das barracas dificulta a sua visibilidade e que faltam banheiros químicos no local.</p>
<p align="justify"><strong>Melhorias futuras</strong><br />
Odília Martins, da Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesp), disse através de uma mensagem por correio eletrônico, que a Sesp tem em vista um projeto destinado a feira de São Cristóvão para o segundo semestre do próximo ano (2008). Ela relatou que o projeto visa a melhoria da feira, tanto em termos de estrutura (revitalização das barracas, equipamentos deficientes seriam trocados, entre outros serviços), quanto na qualificação dos feirantes. Segundo ela, cursos de treinamento e manipulação de alimentos abordando questões de higiene e técnicas de alimentos serão ministrados pelo SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e viabilizados através de uma parceria da Sesp e o Sindicato dos Feirantes.</p>
<p align="justify" style="text-align:center;"><img src="http://soteropolitanosdeitapua.files.wordpress.com/2007/12/priscilarodrigues12_sao-cri.jpg" alt="priscilarodrigues12_sao-cri.jpg" /></p>
<p align="justify">Odília Martins terminou o e-mail descrevendo o atual trabalho da Sesp. Ela disse que ações de fiscalização ocorrem quinzenalmente, pelos finais de semana, onde existe um maior movimento de pessoas, quando é observado se os feirantes ultrapassam o espaço determinado atrapalhando o trafego de veículos ou impedem a livre passagem dos pedestres pelo passeio. Odília defende que os fiscais da Sesp verificam também a forma como o alimento é vendido e exposto, se o feirante tem autorização prévia para comercializar, se ele vende em carro de mão, o que é proibido por lei, entre outras verificações. Constatada alguma irregularidade, o comerciante é devidamente notificado, e pode ter suas mercadorias apreendidas, caso persista no erro. Quem sabe em breve teremos uma feira com melhores condições no bairro de São Cristóvão? Só resta esperar.<br />
(outubro de 2007)</p>
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		<title>Educação inclusiva</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Nov 2007 03:23:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>

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O respeito às diferenças é uma lição de cidadania

por Luciana Zacarias
“No primeiro dia de aula, um menino chegou pra mim e disse que eu era retardado. Hoje todos são meus amigos e me respeitam”, conta Edmundo Piauí dos Santos, 9 anos, que tem paralisia física e mental, e está sempre muito atento ao que se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdeitapua.wordpress.com&blog=2151151&post=14&subd=soteropolitanosdeitapua&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="center"><a href="http://bp0.blogger.com/_973wIKk3WZc/Rlj5YIla5II/AAAAAAAAAVk/oDu9l0j-IY4/s1600-h/Escola-Municipal-Parque-S%C3%A3o.jpg"><img border="0" src="http://bp0.blogger.com/_973wIKk3WZc/Rlj5YIla5II/AAAAAAAAAVk/oDu9l0j-IY4/s400/Escola-Municipal-Parque-S%C3%A3o.jpg" style="display:block;cursor:hand;text-align:center;margin:0 auto 10px;" /></a></p>
<p align="justify"><strong>O respeito às diferenças é uma lição de cidadania<br />
</strong><br />
por Luciana Zacarias</p>
<p>“No primeiro dia de aula, um menino chegou pra mim e disse que eu era retardado. Hoje todos são meus amigos e me respeitam”, conta Edmundo Piauí dos Santos, 9 anos, que tem paralisia física e mental, e está sempre muito atento ao que se passa. O menino é um clássico exemplo dos desafios a serem enfrentados pelas escolas que têm como proposta sociabilizar as pessoas com necessidades especiais (PNE) nas instituições regulares de ensino.<span class="fullpost"></span><span class="fullpost"> <span id="more-14"></span></span><span class="fullpost"></span><span class="fullpost"></span><span class="fullpost"></span><span class="fullpost"></span><span class="fullpost"></p>
<p align="justify">O Programa Educação Inclusiva (PEI), criado em 2003 pelo Ministério da Educação, MEC, através da Secretaria de Educação Especial, é, na prática, a tentativa de aplicar a lei 7.853, de 1989, que garante os direitos dos portadores de deficiência. Segundo o site de Educação Especial, no portal do MEC, o objetivo do PEI é transformar a educação pública em um meio mais democrático, que garanta o acesso e a permanência das PNE nas classes comuns. Entre casos de necessidades especiais, são apresentados desde tipos de deficiência física ou mental ao autismo e altas habilidades/superdotação.</p>
<p align="justify">Para a ação entrar em vigor é preciso a adaptação da escola tanto na estrutura física como no atendimento ao corpo discente, além da criação da Sala de Recursos Multifuncionais, que disponibilizará materiais pedagógicos como aparelhos multimídia, Dicionário e Coleção de Literatura Infanto-juvenil em CD de Língua Brasileira dos Sinais (Libras).</p>
<p align="justify">Porém, em escolas municipais como as da Coordenadoria Regional de Educação de Itapuã, a prática é diferente do que a lei determina pela carência de recursos. Na Escola Municipal Nossa Senhora da Paz, com 1472 estudantes e localizada no Bairro da Paz, a coordenadora Ilnara Menezes afirma haver dificuldades no acesso aos deficientes físicos devido à falta de uma rampa na entrada da escola. “Esse é nosso único problema”, ressalta. A coordenadora diz ainda não saber exatamente o número de alunos especiais na instituição, que eram 20 em 2006. Segundo ela, há casos de pais que não informam no ato da matrícula se o filho é portador de deficiência, alguns por falta de informação, outros por medo dele não ser aceito, o que Ilnara afirma não acontecer. “Na verdade, o motivo de não poder ingressar na escola é a falta de vagas”, e completa dizendo que os professores dão o melhor de si, chegando a identificar as dificuldades dos alunos, que são encaminhados para tratamento.</p>
<p align="justify">Com o lema “O ingresso, a permanência e o sucesso de todos”, a Escola Municipal Barbosa Romeu, do bairro São Cristóvão, fez fama entre as mães dos alunos com necessidades especiais, que fazem propaganda boca-a-boca da iniciativa. “Aqui é comprovadamente feito um trabalho de inclusão”, diz a coordenadora de educação infantil, Sônia Beatriz, que revela haver um processo de tutoria na sala, dando um pouco de responsabilidade a todos pela educação do colega. Assim como o colégio Nossa Senhora da Paz, também tem um projeto para a Sala de Recursos.</p>
<p align="justify"><strong>Dificuldades e preconceitos</strong><br />
A requisitada Escola Municipal do Parque São Cristóvão recebe estudantes dos mais diversos bairros. Durante o intervalo, é visível a integração entre os alunos, que se misturam durante as brincadeiras e quase não é possível definir quem possui ou não alguma deficiência. A diretora Jacilene Santos da Silva diz que a escola melhorou muito por causa do cuidado e da atenção especial que surgem desse contato, citando o exemplo de um menino que foi transferido para lá por mau comportamento e não mais agiu assim desde então.</p>
<p align="justify">O objetivo da inclusão não é ter uma sala especial, mas, com a justificativa de organizar o ensino, a escola conta com uma onde a maioria tem deficiência auditiva. “A lei diz que numa sala de aula só pode ter até nove alunos surdos. Eu tenho uma de 24”. Segundo ela, isso ocorre porque os professores têm dificuldade de se comunicar em duas línguas ao mesmo tempo, o Português e a Libras.</p>
<p align="justify">Um dos fatos no começo da escola foi o pedido dos pais para matricular seus filhos por estarem cansados de vê-los numa sala chamada de “inclusão”, na qual os meninos ficavam em um canto e o professor não sabia se comunicar, nem desenvolvia com eles as mesmas atividades dos outros. Na atual sede, não só o ensino, mas a estrutura é adaptada para o convívio das crianças, além de ter o material pedagógico oferecido pelo MEC.</p>
<p align="justify">No caso de Edmundo, que hoje está na 2a série, a paralisia dificultava a sua aceitação nas escolas anteriores. Há poucos dias, ganhou sua primeira cadeira de rodas, por iniciativa da diretora, que pediu doação em um centro espírita. Antes disso, era carregado pela mãe, a pé, até a escola. Já seu colega de classe, Luís Henrique, 8, tem melhores condições extra-escolares e sempre estudou em instituições particulares. Por indicação, sua mãe soube da existência dessa escola e o matriculou. Ela mostra-se satisfeita com o tratamento que é dado ao seu filho, reconhecendo que desde os 4 anos ele sempre foi bem acolhido, mas que cresceu mais na escola pública. “Lá foi feito um trabalho todo diferenciado para ele”, diz Lúcia Marinho. A professora de ambos, Cleide Nazaré, faz exercícios de caligrafia específicos para estimular a coordenação motora, dificultada pela paralisia. Para a mãe: “É um cuidado que não é comum. Você já viu alguma escola assim? Eu não”.</p>
<p align="justify"><strong>Parcerias</strong><br />
Pela carência de profissionais especializados, as escolas inclusivas estabelecem diversas parcerias. Elas recebem ajuda da comunidade, instituições de apoio como a APAE, APADA e Ser Down, faculdades e empresas associadas à Secretaria Municipal de Educação (SMEC). Em 2006, a Schincariol junto a SMEC ofereceu um curso de Libras para os professores do colégio dirigido por Jacilene. “Aqui, até a funcionária da cozinha tomou o curso!”, orgulha-se. Não apenas são oferecidas palestras temáticas, mas cursos de aperfeiçoamento para difusores do ensino e exames de saúde para os estudantes. É inegável a importância dos cursos para os docentes, que muitas vezes se angustiam por não saber lidar com as novas metodologias, e sentem-se mais tranqüilos com a troca de experiências. Essas ações voluntárias garantem a manutenção da escola e complementam o ensino.</p>
<p align="justify">Apesar da polêmica gerada pelo assunto, o programa ajuda a diminuir o preconceito existente, que não é próprio da criança. Segundo a pedagoga Cristiane Guimarães, “É importante a inclusão, pois o sujeito precisa se inserir na sociedade. No mercado de trabalho ele irá viver isso. A auto-estima é elevada com esse contato, e ele sente-se capaz ao lado dos demais”. Lúcia e Ilnara coincidem ao acreditar que não deve haver um limite para a educação dessas pessoas. A coordenadora Sônia complementa dizendo que as crianças portadoras de deficiência trazem uma visão de mundo menos egoísta e, com o convívio, as outras aprendem novos valores.<br />
(maio de 2007)</p>
<p></span></p>
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	</item>
		<item>
		<title>De volta às salas de aula</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Nov 2007 03:19:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[
Uma alternativa para o fim da violência e estímulo ao lazer
por Luciana Zacarias
Inglês, cidadania, artesanato, capoeira, recreação e culinária. O que podem ter em comum? Essas e outras atividades de cunho sócio-cultural, artístico, esportivo, de lazer ou profissionalizantes, fazem parte das oficinas gratuitas que são oferecidas às comunidades pelo Programa Escola Aberta.
 
“No começo foi [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdeitapua.wordpress.com&blog=2151151&post=13&subd=soteropolitanosdeitapua&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p>Uma alternativa para o fim da violência e estímulo ao lazer<br />
por Luciana Zacarias</p>
<p align="justify">Inglês, cidadania, artesanato, capoeira, recreação e culinária. O que podem ter em comum? Essas e outras atividades de cunho sócio-cultural, artístico, esportivo, de lazer ou profissionalizantes, fazem parte das oficinas gratuitas que são oferecidas às comunidades pelo Programa Escola Aberta.</p>
<p><span id="more-13"></span><span class="fullpost"></span><span class="fullpost"> </span><span class="fullpost"></span><span class="fullpost"></span><span class="fullpost"></span><span class="fullpost"></span><span class="fullpost"></span><span class="fullpost"></span><span class="fullpost"></p>
<p align="justify">“No começo foi muito bom, estava com depressão e tenho encontrado conforto no curso com as meninas e a professora”, confessa Paula Oliveira de Matos, 18 anos, que participa da oficina de tear na Escola Municipal Juiz Oscar Mesquita, do bairro São Cristóvão. Assim como muitos, ela soube do programa por indicação de uma amiga e interessou-se.</p>
<p align="justify">O Programa Escola Aberta, criado em 2004 pelo Ministério da Educação em parceria com a UNESCO, pretende expandir o contato entre escolas e comunidade com o objetivo de estimular a cidadania e diminuir os casos de violência urbana. Segundo o site da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC), em Salvador, são 40 escolas que optaram por abrir seus portões às atividades complementares nos fins de semana. Sábados, das 8h às 17h, e domingos, das 8h às 12h, funcionam as salas que oferecem oficinas que duram, em média, três meses cada. As aulas variam de 2h à 8h por dia, e são disponíveis a todos que se interessarem, bastando comparecer à escola para se inscrever.</p>
<p align="justify">Pais, ex-alunos e os atuais, pessoas da comunidade e bairros vizinhos, têm buscado participar das oficinas que já demonstram eficiência e relevância social. Há quem diga que “é o melhor programa que o município já teve”, como a coordenadora do Escola Aberta, Ana Lícia Silva, na Escola Municipal João Fernandes da Cunha, do Parque São Cristóvão.</p>
<p align="justify">Para se abrir um novo curso, os coordenadores do programa avaliam a necessidade da comunidade e a sua freqüência às aulas. Além disso, o professor, que deve ser do local, necessita de disponibilidade, capacidade, dedicação e saber lidar com os alunos. É também o responsável por determinar a idade mínima e o número de alunos por turma. No final das aulas, o oficineiro faz uma avaliação e repassa à coordenação a lista daqueles que estão aptos a receber um certificado, que fica a cargo da escola oferecer ou não. “O propósito é recrear, não profissionalizar, e muitas vezes só a prática já serve para trabalhar”, explica Balbina de Jesus, coordenadora do colégio Juiz Oscar Mesquita.</p>
<p align="justify">O cheiro dos salgados produzidos na aula de culinária espalha-se por todo o pátio interno do colégio. Segue para o corredor, e entra nas salas abertas, às vezes com duas atividades no mesmo espaço. Os alunos interagem silenciosamente e trabalham de modo concentrado. Dielson Cerqueira Costa, 36 anos, morador da comunidade e técnico em informática, é um dos primeiros alunos do programa na Escola Municipal João Fernandes da Cunha. Ele sempre passava em frente à escola da filha e via cartazes. Um dia, curioso, buscou se informar e, após começar com o inglês, hoje está na sua quarta oficina, artesanato. “Os professores e seu incentivo são bons, mas deveriam ter mais cursos”, afirma em relação ao aproveitamento das oficinas.</p>
<p align="justify">Fora o interesse pessoal, há sempre aqueles que procuram o programa para complementar a renda. “Tem muitos alunos já trabalhando graças ao que aprenderam na Escola Aberta”, afirma Carlos Alberto da Silva. O padeiro e merendeiro do colégio João Fernandes começou como voluntário e hoje é também oficineiro. Segundo ele, essa tem sido uma experiência excelente, pois além de aprender com os cursos e congressos oferecidos pela Secretaria, faculdades e ONG´s, é uma forma de participar das questões cidade e do Brasil. Quanto aos alunos, cita aqueles que se destacam e acabam formando suas próprias oficinas, e os que as aulas de redação ajudaram no vestibular.</p>
<p align="justify">A Escola Municipal Juiz Oscar Mesquita demonstra o valor que as pessoas têm dado ao Programa Escola Aberta. A coordenadora Balbina revela que os pais mandam seus filhos nos fins de semana ao colégio para afastá-los das ruas, que consideram perigosas. Há também aqueles que fazem parte das oficinas e levam consigo as crianças por causa do espaço de lazer. A popularidade é expressa através de reações como a insistência para ficar após o horário. Ela lembra de uma época em que, por falta de verba devido à demora do dinheiro fornecido pelo Governo Federal, a diretora pensou em dar fim ao programa. “Muita gente fez carta pedindo para não acabar com o programa e ela até chorou”, conta Balbina. Para dar continuidade, eles têm de usar o material da escola e ficam sem pagar os oficineiros, que recebem R$ 5 por hora/aula.</p>
<p align="justify">A aluna Paula Oliveira, que antes estava parada e foi estimulada pelos pais a freqüentar as oficinas, diz que isso lhe ajudou a ver o mundo. Ela ressalta que as pessoas deveriam enxergar as oportunidades que o curso oferece, e lamenta a atitude do governo em não dar prioridade ao programa. Resta à coordenação fazer exposições dos trabalhos dos alunos para vender e renovar o estoque material das aulas.<br />
(maio de 2007)</p>
<p></span></p>
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		<title>Escola de cidadania</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Nov 2007 03:17:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[Manifestação da cultura popular aliada à educação ajuda a mudar vida de jovens.
por Elena Martinez
Das ruas para as escolas, a arte da capoeira é ensinada por mestres e contramestres na forma de prática esportiva, que desenvolve em seus alunos qualidades como determinação, disciplina, autoconfiança e sociabilização. Com o objetivo de trazer essas atitudes para seus [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdeitapua.wordpress.com&blog=2151151&post=12&subd=soteropolitanosdeitapua&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="justify"><a href="http://bp1.blogger.com/_973wIKk3WZc/Rlz35Yla5lI/AAAAAAAAAaI/_A3XtHKUBpU/s1600-h/elena1.jpg"><img border="0" src="http://bp1.blogger.com/_973wIKk3WZc/Rlz35Yla5lI/AAAAAAAAAaI/_A3XtHKUBpU/s320/elena1.jpg" style="float:right;cursor:hand;margin:0 0 10px 10px;" /></a>Manifestação da cultura popular aliada à educação ajuda a mudar vida de jovens.<br />
por Elena Martinez</p>
<p>Das ruas para as escolas, a arte da capoeira é ensinada por mestres e contramestres na forma de<a href="http://bp3.blogger.com/_973wIKk3WZc/Rlj1N4la45I/AAAAAAAAATs/8NWPicHDDC0/s1600-h/FOTOm1--ELENA-Martniez.jpg"></a> prática esportiva, que desenvolve em seus alunos qualidades como determinação, disciplina, autoconfiança e sociabilização. Com o objetivo de trazer essas atitudes para seus alunos, o Colégio Estadual Rotary, localizado no bairro de Itapuã, escolheu a capoeira como alicerce do projeto “Escola Aberta”, que pretende atuar na integração entre membros da comunidade e da escola. As aulas são ministradas pelo contramestre Tosta, que faz parte do grupo Camugerê, no qual participam 15 alunos e 12 membros da comunidade, que se reúnem todos os finais de semana no Colégio.<span id="more-12"></span><span class="fullpost"></span><span class="fullpost"> </span><span class="fullpost"></span><span class="fullpost"></span><span class="fullpost"></p>
<p align="justify">Com roupas brancas, cordões coloridos, músicas de tradições africanas e muito gingado, é iniciada a aula. Todos participam do jogo da capoeira, os movimentos do corpo que acompanham o ritmo do toque do berimbau fazem parte de um ritual que chama atenção das pessoas que assistem à distância, impressionadas com a dinâmica do grupo. A capoeira pode ser vista como uma arte, uma dança ou um jogo acrobático, que encanta e sensibiliza os capoeiristas e quem presencia a roda, todos com sorriso no rosto, cantando e batendo palmas para animar a aula.</p>
<p align="justify">“A capoeira é um todo. Nela são aplicados movimentos de dança e de luta, mas, acima de tudo, é uma filosofia de vida!”, relata Tosta, segurando o pandeiro. O grupo Camugerê, que depois de 10 anos de experiência em trabalhos com a capoeira, por motivos de crescimento e de acreditar em uma nova metodologia, fundaram em 15 de março de 2002 o CECC (Centro de Ensino Camugerê Capoeira), com sede na Rua das Acácias, nº 42. Hoje, o CECC desenvolve trabalhos em mais de 28 escolas das redes públicas e particulares, em condomínios e academias, estendendo seu trabalho para alguns municípios no interior do estado como: Camaçari, Itaquara e Jaguaquara.</p>
<p align="justify">O grupo Camugerê desenvolve também alguns projetos de cidadania e solidariedade, tendo parcerias com vários órgãos, como o HEMOBA (Hemocentro da Bahia), onde os capoeiristas ajudam todos os anos a incentivar pessoas a doarem sangue, na luta contra a demanda nos bancos de coleta. Outra parceria importante é a SEMAP (Secretaria Municipal de Articulação e Promoção da Cidadania), com a qual mestres e contramestres promovem palestras informativas para esclarecer as comunidades de pequeno poder aquisitivo sobre problemas sociais e de saúde (gravidez precoce, DST’s, entre outros).</p>
<p align="justify">A diretora do Rotary, Larissa Viana confia no projeto e afirma que “o trabalho de prevenção é fundamental nestes locais que tem pouco apoio governamental. A capoeira tem esse poder de afastar os meninos da criminalidade”, acreditando também no despertar do interesse ao resgate cultural, ao companheirismo e a cidadania de seus alunos. O aluno Diego Souza Teles, 17, participante há 2 anos do grupo, garante que melhorou seu condicionamento físico, além de perceber o quanto sua escola é importante para o avanço da comunidade de Itapuã.</p>
<p align="justify">A instituição está passando por dificuldades, pois o governo não tem estimulado o esporte na escola, e fica a cargo dos professores providenciar melhorias para as aulas. O professor de Educação Física Lucio Silva Souza relatou a falta de materiais para as práticas esportivas, como bolas, redes para as traves, além das rachaduras nas paredes da quadra poliesportiva e dos refletores queimados. Ele afirmou ainda que o professor de handball feminino, Carlos Alberto Rigaud, foi quem custeou a pintura da quadra.</p>
<p align="justify">A parceria entre o Colégio e o grupo CECC é a prova de que dedicação e solidariedade podem modificar a forma de viver de uma comunidade. Com gestos simples, utilizam atividades que fogem da rotina escolar, mas que levam ao aprendizado e a satisfação das pessoas que vivem no bairro.<br />
(maio de 2007)</p>
<p></span></p>
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	</item>
		<item>
		<title>Inclusão digital: uma realidade distorcida</title>
		<link>http://soteropolitanosdeitapua.wordpress.com/2007/11/19/inclusao-digital-uma-realidade-distorcida/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Nov 2007 03:11:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[
Escolas buscam melhorias para o ensino público
por Iana Silvany e Luciano Genonádio
A idéia de inclusão digital sugere a implantação de laboratórios informatizados que ofereçam aos alunos aulas de noções básicas da informática e possam também ser utilizados como mais um mecanismo de aprendizagem. Porém, a realidade das escolas públicas do bairro de Itapuã e Liberdade [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdeitapua.wordpress.com&blog=2151151&post=10&subd=soteropolitanosdeitapua&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://bp0.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmSomiDEDHI/AAAAAAAAAg8/kuSAMQZV5ZY/s1600-h/inclusao-Luciano-Genonadio.jpg"><img border="0" src="http://bp0.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmSomiDEDHI/AAAAAAAAAg8/kuSAMQZV5ZY/s320/inclusao-Luciano-Genonadio.jpg" style="float:right;cursor:hand;margin:0 0 10px 10px;" /></a></p>
<p align="justify">Escolas buscam melhorias para o ensino público<br />
por Iana Silvany e Luciano Genonádio</p>
<p>A idéia de inclusão digital sugere a implantação de laboratórios informatizados que ofereçam aos alunos aulas de noções básicas da informática e possam também ser utilizados como mais um mecanismo de aprendizagem. Porém, a realidade das escolas públicas do bairro de Itapuã e Liberdade é bem diferente. Laboratórios fechados, computadores sem manutenção e sem acesso à internet, alunos aglomerados em frente às máquinas, a falta de professores e incentivo financeiro são alguns dos problemas enfrentados.<span id="more-10"></span><span class="fullpost"> </span><span class="fullpost"></span><span class="fullpost"></span><span class="fullpost"></p>
<p align="justify">A Escola Municipal Lomanto Júnior, localizada no bairro de Itapuã, vem enfrentando dificuldades relacionadas à informatização do local. Segundo a coordenadora pedagógica Ana Cristina, uma reforma iniciada em 2006 e ainda inacabada impossibilitou a escola de continuar as atividades no laboratório de informática. “Esse ano, a Faculdade São Camilo quis fazer um projeto para a implantação de um laboratório de informática que ofereceria aulas de conhecimentos básicos aos alunos”, informou a coordenadora. O projeto não está em andamento porque precisa da aprovação da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC).</p>
<p align="justify">Localizada também no bairro de Itapuã, a Escola Rotary é considerada a mais conceituada do local e diferencia-se pela existência de um centro informatizado que conta com aproximadamente 16 computadores. Apesar de o laboratório encontrar-se fechado, a diretora Anaide Maria Braga afirmou que assim como os livros, o infocentro é utilizado pelos alunos como mais um mecanismo de aprendizagem.</p>
<p align="justify">Muitas das escolas públicas do bairro da Liberdade possuem laboratórios de informática equipados, mas alguns deles sofrem com problemas relacionados à estrutura e sua manutenção. A escola Pirajá da Silva que contava com o apoio do Instituto Stefanini, empresa sem fins lucrativos que promove a inclusão social e digital de jovens em situação de vulnerabilidade social, participa do projeto Inclusão Sócio-Digital criado pela prefeitura. No ambiente pequeno da escola, há 10 computadores onde apenas cinco funcionam e somente três tem acesso à internet. O projeto não está operando no momento devido ao término do convênio estabelecido com o Instituto. O professor de Artes Visuais da escola, Jorge Nilson Jesus Ferreira, informou que são os professores de outras disciplinas que levam os alunos ao laboratório, alternando as turmas em grupos de 14, que se dividem em duplas para participar de pesquisas durante a aula.</p>
<p align="justify">Na Escola Estadual Duque de Caxias há laboratório disponível para aulas, no entanto, não funciona perfeitamente. Segundo a vice-diretora e também professora de Química, Tânia Garrido, a manutenção das máquinas já foi solicitada e está sendo aguardada. A disciplina de Introdução à Informática consta na grade curricular, porém não há professor contratado para lecioná-la. A escola não participa de nenhum projeto social, mas já teve aulas de capacitação para professores, como o Click Idéia, idealizado pela SMEC para ensinar aos alunos como trabalhar com os computadores.</p>
<p align="justify">Escolas de ensino infantil, da primeira à quarta série, como a Escola Municipal Laura Sales de Almeida, na região de Itapuã e a Escola Abrigo Filhos do Povo, na Liberdade, também passam por processos de informatização. Fátima Brito, diretora geral da Sales de Almeida, está sendo responsável pela implantação de um infocentro na unidade escolar, juntamente com a ajuda da Caixa Econômica Federal que disponibilizará verba para o treinamento de dois professores que trabalharão como monitores. “O centro contará com 12 máquinas, acesso à internet e cerca de 40 cursos profissionalizantes para os moradores da comunidade local”, completa a diretora.</p>
<p align="justify">Com uma ampla sala de informática e computadores em perfeito estado, a Escola Abrigo Filhos do Povo sofre com a falta de monitores. A vice-diretora Ivine Santos da Silva conta que a instituição, que já teve o apoio do Pró-Jovem e do Instituto Stefanini, necessita de um monitor para dar continuidade às aulas no laboratório, porém não tem nenhuma ajuda da prefeitura para atender a essa solicitação.<br />
(maio de 2007)</p>
<p></span></p>
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	</item>
		<item>
		<title>Espaço verde</title>
		<link>http://soteropolitanosdeitapua.wordpress.com/2007/11/19/espaco-verde/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Nov 2007 02:52:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[espaco verde]]></category>
		<category><![CDATA[itapua]]></category>

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		<description><![CDATA[ por Lízia Sena
Ao entrar na Praça Calazans Neto, localizada em Itapuã, basta seguir até o fim da rua a procura do verde aglomerado que indicará que está no caminho certo. O caminho estreito de areia cercado por plantas em ambos os lados indica uma porta amarela com um aviso na parede para os marinheiros, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdeitapua.wordpress.com&blog=2151151&post=6&subd=soteropolitanosdeitapua&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="justify"><a href="http://bp2.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmoeUiDED3I/AAAAAAAAAnM/iAAYElsRb60/s1600-h/liziaespa%C3%A7overde3.jpg"><img border="0" src="http://bp2.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmoeUiDED3I/AAAAAAAAAnM/iAAYElsRb60/s320/liziaespa%C3%A7overde3.jpg" style="float:left;cursor:hand;margin:0 10px 10px 0;" /></a> por Lízia Sena</p>
<p>Ao entrar na Praça Calazans Neto, localizada em Itapuã, basta seguir até o fim da rua a procura do verde aglomerado que indicará que está no caminho certo. O caminho estreito de areia cercado por plantas em ambos os lados indica uma porta amarela com um aviso na parede para os marinheiros, ou melhor, aos reggaeiros : regaee roots.<br />
<span class="fullpost"></span><span class="fullpost"><br />
<span id="more-6"></span> </span><span class="fullpost">A porta fica geralmente encostada e presa pelo cadeado solto. Sendo que o toque da buzina indica algum desconhecido interessado em conhecer o lugar: “Nós não somos donos do Espaço Verde. A comunidade que é. Apenas zelamos por um espaço melhor”, afirma os fundadores do espaço Rafife Maria Árabe e Divaldo dos Santos Gomes, também conhecido como Dioris.</span><span class="fullpost"> </span><span class="fullpost"></span><span class="fullpost"></span><span class="fullpost"></p>
<p align="justify">O local se encontra no meio de dois contrastes: a escassez e a abundância. De um lado apartamentos e casas luxuosas. Do outro um cortiço repleto de moradores antigos do bairro de Itapuã. A primeira impressão que se têm ao adentrar o Espaço é que pisaste em outro mundo, liberto da civilização urbana. Pois a única coisa que os cerca são plantas que respiram a céu aberto. Para entrar no paraíso e desfrutar do “jardim do éden” ao som de regaee basta levantar o cadeado.</p>
<p align="justify">Dentro do Espaço ficam a casa dos fundadores, um pequeno bar, banheiro, palco improvisado para bandas e teatro, com uma cortina de kami colorida e um camarim em construção. Dois jogos de sinuca, um de totó, um tabuleiro de xadrez e jogos eletrônicos. Ao entrar na casa, fotos de cantores de regaee e um conselho de Che Guevara: “Hay que endureser-ce, pero sem perder la ternura jamaz”. À noite as estrelinhas no teto e o mago feito de biscuit brilham, iluminando a casa e surpreendendo os freqüentadores: “Somos meros trabalhadores. Não temos faculdades nem nada. Embora nossa casa seja freqüentada por este nível, aprendemos muito com eles”, dizem o casal Rafife e Dioris.</p>
<p align="justify"><strong>O começo de tudo<br />
</strong>O Espaço Verde surgiu em 2002 como um local para reunir os amigos mais próximos, tocar um violão, conversar, ter um espaço para se divertir e ajudar uns aos outros: “O propósito era trazê-los mais para perto, os amigos foram aumentando. Não esperávamos que chegasse nesta dimensão que é hoje”, dizem os fundadores do espaço, Rafife Maria Árabe e Divaldo dos Santos Gomes. A casa já existia, fundada pela geração de Divaldo, mas o Espaço Verde se formou com a união e decisão do casal: “Escolhemos ficar aqui atrás onde ninguém queria. Tiramos o lixão, formamos o Espaço Verde e unimos nossas almas através do regaee. A educação de nossos filhos, Surian Árabe e Rasud Árabe, é o regaee. O rastafari não é trança, mas corpo, alma e coração”, afirma Rafife.</p>
<p align="justify">No inicio os freqüentadores colocavam vela em cima das árvores e montavam uma fogueira na areia para conversar e ouvir um som: “Não sabíamos que tínhamos tantos amigos músicos. Antes as pessoas precisavam se deslocar do bairro para ouvir um regaee, se divertir. Hoje temos um espaço nosso e não precisa gastar dinheiro com transporte”, diz Rafife.</p>
<p align="justify">Atualmente um lugar onde todos se conhecem: “Tem gente aqui que eu conheço até a quinta geração. Um ambiente familiar feito dos jovens para os jovens, fundado pelo casal, a nossa heroína Rafife que cuida do bar, da casa, do ambiente e do som”, diz o incentivador do projeto sócio-cultural Pablo. Os freqüentadores são em sua maioria jovens que buscam manter relações de amizade, conhecer novas pessoas, se divertir e aprender. À noite às vezes surgem rodas de conversa no mato em torno de uma fogueira conversando assuntos dos mais diversos. Desde assuntos cotidianos a marxismo, Hitler, Ongs, música, religião e doenças. Enquanto isso, uns jogam sinuca, outros xadrez, namoram e escutam regaee. “Pela manhã temos o compromisso social, à noite o entretenimento”, afirma Rafife Árabe referindo-se ao projeto sócio-cultural e preservação ao meio ambiente. O principal foco é a preservação do meio ambiente, mas além de oferecer cursos gratuitos e lazer, o espaço cede espaço para palestras e reuniões: “Estamos envolvidos na cultura de Itapuã e queremos <a href="http://bp3.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmoedyDED4I/AAAAAAAAAnU/7RG3lMR_ZR4/s1600-h/liziaespa%C3%A7overde2.jpg"><img border="0" src="http://bp3.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmoedyDED4I/AAAAAAAAAnU/7RG3lMR_ZR4/s320/liziaespa%C3%A7overde2.jpg" style="float:right;cursor:hand;margin:0 0 10px 10px;" /></a>que creça. Temos mais amigos que fazem parte deste resgate, como relembrar a lenda do acarajé e recitar poemas de Castro Alves. As baianas vieram na lavagem de Itapuã. Este lugar parecia um lindo tapete branco.”, afirma Rafife e complementa num tom decepcionado com os órgãos públicos: “Meu único desejo é que nos registrem como espaço cultural e não como bar. Gostaria muito que os órgãos nos enxergassem e dificultassem menos. O bar e meu comércio de carne do sol são necessários. Não posso viver só da arte. Somos humildes. Os meninos para conseguir figurino para o teatro fazem pedágio”.</p>
<p align="justify"><strong>Projeto sócio cultural<br />
</strong>Música, xadrez, capoeira angola, reciclagem e biscuit. O projeto que surgiu há oito meses atrás oferece quase tudo que o leitor possa imaginar de forma gratuita, dando oportunidades às pessoas da comunidade. Os professores voluntários têm como principal objetivo levar consciência acima de todas as coisas. Qualquer pessoa pode participar, sendo que as únicas exigências são a presença freqüente e o compromisso social.</p>
<p align="justify">“Meu objetivo não é apenas ensinar música. Procuro sempre acoplar o músico com a arte e os valores éticos. Fico triste quando vejo a galera pulando sem entender nada. Gosto que analisem. Isso que leva satisfação aos artistas. Talvez não para os artistas boçais, tocadores de flautas que gostam de se vangloriar, mas para os verdadeiros artistas”, diz o professor de música, integrante da banda Ciclo e da Associação de Famílias pela Paz no Mundo João Durvalho, 26.</p>
<p align="justify">As aulas de teoria musical acompanhadas por baixo, guitarra e violão são realizadas toda quarta das 16h às 18h. Os poucos alunos estão satisfeitos com o ensino e a oportunidade: “É difícil estudar música porque é caro. É ótimo estar fazendo de graça ainda mais com um professor como João que é excelente”, diz o aluno Pedro Gouveia, 23 anos. Seu irmão, Wilson Muniz, que estava tocando violão na espera pelo professor concorda e afirma que estão no aprendizado básico.</p>
<p align="justify">O curso de capoeira angola surgiu a três meses no local com a iniciativa do mestre Gabriel Pontes. O mesmo que transformou o chão de areia em piso para realização das atividades. O grupo de Capoeira Resistente existe há 11 anos em Brotas. Logo quando surgiu, o mestre conheceu algumas pessoas voltadas a cultura, começou a ensinar em Brotas e decidiu implantar as aulas no Espaço Verde para difundir e preservar todos os seus costumes, movimentos e jogos, cada vez mais raros com a dimensão da capoeira regional. “Antes eu era contra. Hoje sou a favor, pois aqui só existe regional”, diz mestre Gabriel.</p>
<p align="justify">Com o mesmo foco de passar consciência, para que a capoeira deixe de ser um mero esporte, mestre Gabriel afirma: “Existem muitos jogadores e poucos capoeiristas. Jogar perna é capoeirista pra quem não conhece. Não precisa ter força e sim sabedoria”. As aulas acontecem nas terças, quintas e sábados às 17h. A roda começa com alongamento, todos com tênis e de calça folgada. Além de força nas mãos, movimentos lentos, habilidosos, postura e olhar penetrante. É também preciso aprender um pouco de teatro, movimentar-se para distrair o adversário que a qualquer momento pode atacar. Qualquer pergunta é só se dirigir ao mestre. Ele irá ajudar. Em 87 só podia ensinar capoeira quem tivesse formação em Educação Física: “Eu tenho 30 anos com capoeira angola. Curso acadêmico é bom pra todos, mas não é interessante para eu viver bem. Tenho quase 40 anos e não dependi de um curso pra viver.Trabalhamos a nível de comunidade, não acadêmico. Se eu for cobrar uma aula particular é R$80, mas não faço isso. Prefiro levar consciência”, desabafa o mestre. Por enquanto a quantidade de alunos é pequena “Éramos seis, agora só somos dois. Mas vamos fazer divulgação. Primeiro de maio talvez tenhamos a primeira amostra. A capoeira é um símbolo de resistência da cultura baiana, é importante ter consciência de transformação. As aulas são ótimas, mas precisamos comprar uma lona, porque quando chove alaga tudo”, diz o aluno Eduardo Balverde. A nova integrante nascida em São Paulo, hoje moradora da Bahia também se sente satisfeita, mas contesta a pouca dimensão da capoeira na Bahia, principalmente angolana: “Devia ser obrigatório a capoeira nas escolas, estamos na Bahia. A partir da capoeira você aprende a respeitar os outros, trabalha com comportamento, com olhar”, diz Vivian Samanta.</p>
<p align="justify">As aulas de xadrez são coordenadas pelo professor Hélio, que começa a aula com a frase: “Imagine que você está em um castelo” e a partir daí explica as funções dos residentes do castelo e estratégias de jogo. O tabuleiro foi doado pela jogadora Eliege, hoje uma relíquia: “É antigo, lindo, mas é o único que temos para jogar. Tomar aulas com Helvis é uma maravilha”, diz a residente do Espaço, Rafife.</p>
<p align="justify"><a href="http://bp1.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmoetSDED5I/AAAAAAAAAnc/CTrunlIez4A/s1600-h/liziaespa%C3%A7overde1.jpg"><img border="0" src="http://bp1.blogger.com/_973wIKk3WZc/RmoetSDED5I/AAAAAAAAAnc/CTrunlIez4A/s320/liziaespa%C3%A7overde1.jpg" style="float:left;cursor:hand;margin:0 10px 10px 0;" /></a>O local já formou dois grupos de teatro que ganharam o mundo. Por enquanto o grupo de teatro está em recesso, mas vão voltar a ter as oficinas: “ A galera estava atrás de emprego, fica difícil marcar horário pra treinar, mas vamos voltar”, diz um dos atores Eduardo Balverde. As peças são comentadas por muitos, principalmente as de comédia. As roupas são feitas de papel muitas vezes, pela falta de apoio: “A distribuição do dinheiro direcionado a cultura é mal elaborado. 48% é destinado a RJ-SP. Melhorou um pouco. Mas eles financiam os grupos que já tão organizados e eles já têm apoio até demais. Os emergentes acabam ficando sem nenhum”, diz Balverde.</p>
<p align="justify">E por fim, mas tão importante quanto, existem as aulas de reciclagem e biscuit coordenadas pelo professor Jorge. As plantas feitas de garrafa pet rodeiam a árvore no meio do Espaço formando um belo contraste entre o natural e o artificial aproveitado. As notícias passadas do jornal esperam serem utilizadas numa mesa de madeira. Na casa, quadros feitos pelos alunos à mostra e um mago feito de biscuit. Quase tudo sendo aproveitado e conhecimentos compartilhados a todo instante.<br />
<strong><br />
Regaee Roots</strong><br />
“Domingo isso aqui parece um templo”, diz o incentivador dos projetos socioculturais, Pablo referindo-se aos shows de regaee espiritual. A pouca iluminação, o contato com a areia e com o verde ao som ambiente de regaee roots tornam o Espaço mais do que agradável para os freqüentadores. Nem sempre todos conseguem ficar dentro do Espaço. Uns preferem passar pela porta de emergência do local e entrar mais em contato com a natureza, no espaço demasiado verde. Outros ficam na praçinha perto da casa, namorando, conversando e ouvindo o som que os une. O pequeno palco improvisado foi montado pelo dono da casa, Dioris, que utilizou uns pedaços de madeira e palha. O camarim em construção fica logo atrás, onde os artistas se preparam. A casa não tem acomodação suficiente para todos os integrantes da banda que acabam dormindo no próprio palco felizes com a satisfação de seu público.<br />
Dentre as bandas que já tocaram no local estão Moa Ambesa, Tribo do Sol, Meditation e Semente da Paz. As expectativas surgem logo cedo e só terminam com o amanhecer do cansaço na volta para casa. Alguns ficam sentados, outros em pé dançando, mas todos se divertem com muita paz: “Pode ter 300 pessoas aqui, que ficamos na maior paz”, diz Rafife. Os shows ocorrem quase todos os domingos das 18h às 22h. O ingresso é R$5. Às vezes mulher não paga antes das 19h e em alguns casos acontecem shows beneficentes. Neste caso cada pessoa pode trazer 1kg de alimento não perecível, brinquedos ou agasalhos que serão doados a uma instituição. O último show beneficente conseguiu arrecadar 110kg que foram doados a uma instituição no Bairro da Paz. O aviso do convite nos convida a reflexão: “Pior do que não ter, é ter e não repartir”.</p>
<p align="justify">O Espaço Verde já teve alguns problemas com reclamações da SUCOM (<a target="_blank" href="http://www.sucom.ba.gov.br/">Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município</a>), que pela lei permite apenas 70dB(setenta decibéis), no período compreendido entre 7h e 22h. Bastante revoltada com órgãos que, admite, mais atrapalham do que ajudam, Rafife diz: “Por eles fechávamos tudo com tijolos, forme uma caixa, para que ninguém escute nosso som. Já o ECAD quer cobrar direitos autorais do som que coloco durante a semana. Mostrei todos os Cds a eles, não conheciam nenhum. Uma coisa é cobrar dos sons que tocam direto nas grandes rádios, vendem mil exemplares de Cds. Outra coisa são cantores emergentes.Eles deviam dar uma revisada nos papéis. Existem casos e exceções”.</p>
<p align="justify"><strong>Preservação ambiental<br />
</strong>Além do entretenimento, jogos, shows, aulas gratuitas e conscientização, o Espaço Verde se preza pela sua preocupação principal: A preservação do meio ambiente. A retirada do lixão, o trabalho e esforço no cuidado e implantação das sementes no local geraram o crescimento do que hoje podemos desfrutar: Uma área ambiental coberta de plantas, mudas de todos os tipos: “Pinha, jenipapo, graviola, romã, tem de tudo”, diz Rafife. O marido, Divaldo, mostra-me o pé de Dendê: “Aqui o que serve para fazer o azeite da baiana. Prometemos até dar uns pés para a Baixa do Dendê, eles não têm mais árvores”. Alguns voluntários ajudam na preservação do espaço, como Mike: “Eu limpo as folhas secas aqui”, todos colaborando para um bem em comum. Antigamente os vizinhos atrapalhavam deixando os cavalos pisarem nas plantas, animais soltos, mas como diz Rafife: “O dono do cavalo já ta mais amigo. Os vizinhos já estão colaborando, começando a entender, mas ainda é preciso levar conscientização”. Entristecida com a derrubada das árvores onde hoje existe um condomínio, Rafife relembra: “As grandes construtoras ganham grandes licitações da prefeitura. Fomos prejudicados com a licitação dos condomínios aí na frente. Eu só ouvia o motor serra e chorava durante dias, vendo as árvores caírem”. Em vez de ajudar no reflorestamento e preservação da grande área ecológica de Itapuã que o Espaço Verde propõe, a prefeitura, de acordo com os donos do local, atrapalha, se preocupando com problemas menores: “O pessoal da prefeitura em vez de pegar o lixo, fica se preocupando e reclamando disso aí”, aponta Rafife para as folhas secas. “Isso é adubo, que tirem o lixo. Não quero ajuda financeira ou política. Só quero que nos deixem trabalhar e dificultem menos. O apoio que queremos é da Secretaria do Meio Ambiente para transformar aqui em uma reserva ecológica, fazer um reflorestamento. Nós tínhamos oito lagoas no bairro. Hoje só tem uma, a do Abaeté. Temos um poço aqui, pretendemos urbanizá-lo”, completa Rafife mostrando a água limpa. Segundo a Super Intendência do Meio Ambiente, localizado nos Barris, ainda não há nenhum projeto ou planejamento para a preservação da área.</p>
<p align="justify"><strong>Cana Caiana<br />
</strong>A partir do projeto que junta amigos na roda para chupar cana e trocar idéias, já surgiram várias propostas de novos projetos. Dentre eles um curso pré-vestibular gratuito e convidar as escolas para conhecerem o espaço neste semestre: “Já temos professor de inglês, matemática, dentre outros. Mas precisamos que mais pessoas abracem esta idéia. Meu trabalho aqui foi identificar os talentos e dizer &#8216;agora se mova, dê continuidade&#8217;. A primeira fase foi a estruturação, já temos espaço. Agora vamos seguir em frente. Precisamos de apoio, vontade temos e muita”, diz o incentivador sociocultural Pablo. A comunidade agradece: “O espaço é maravilhoso, aberto, gratuito, todo mundo se conhece. Venho quase todos os dias jogar uma sinuca, jogo eletrônico” , diz Bruno Silva,17. “Eu gosto muito da arte, do visual, das conversas. Cada vez que venho encontro algo diferente”, complementa Vivian Samanta.</p>
<p>(maio de 2007)</p>
<p></span></p>
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		<title>Lendas do Abaeté</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Nov 2007 02:49:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[abaete]]></category>
		<category><![CDATA[itapua]]></category>

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por Renan Pinheiro
Como acontece com algumas localidades antigas, a Lagoa do Abaeté mantém suas lendas e contos folclóricos longe de serem esquecidos. Moradores compartilham histórias que, segundo estudiosos, remontam aos primeiros habitantes da lagoa, os índios. São inúmeros os mitos, mas alguns relatos ganham destaque devido ao grau de curiosidade que despertam nas pessoas. Para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdeitapua.wordpress.com&blog=2151151&post=5&subd=soteropolitanosdeitapua&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img src="http://soteropolitanosdeitapua.files.wordpress.com/2007/11/itapoa_cathyanne-rodrigues2.jpg" alt="itapoa_cathyanne-rodrigues2.jpg" /></p>
<p align="justify">
por Renan Pinheiro</p>
<p align="justify">Como acontece com algumas localidades antigas, a Lagoa do Abaeté mantém suas lendas e contos folclóricos longe de serem esquecidos. Moradores compartilham histórias que, segundo estudiosos, remontam aos primeiros habitantes da lagoa, os índios. São inúmeros os mitos, mas alguns relatos ganham destaque devido ao grau de curiosidade que despertam nas pessoas. Para resguardar as lendas, existe no Abaeté um projeto chamado Nativo. Uma organização sem fins lucrativos, composta por moradores das proximidades.<span id="more-5"></span></p>
<p align="justify">Cantada em verso por Dorival Caymmi que a denominava “lagoa escura arrodeada de areia branca”, diversas foram as interpretações para explicar a origem do Abaeté. “Diz a lenda que as águas surgiram do choro da Iracema”, afirma a estudante Márcia Miranda, 12, freqüentadora do lugar. Ela se refere a uma espécie de sereia de água doce que teria se apaixonado por um índio da tribo que habitava a região. As areias, de acordo com a versão de Márcia, teriam sido originárias do véu da noiva com quem o índio iria se casar. O nome do indígena era Abaeté, que depois foi transformado em um boto pela sereia, cheia de ciúmes. De acordo com a lenda, ele ainda vive, triste, vagando pelas profundezas.</p>
<p align="justify">Outra lenda é muito comentada pela comunidade circunvizinha. Segundo os moradores, homens casados não podem rondar as águas da lagoa sozinhos, pois, a qualquer momento, eles podem ser atraídos pela sereia. “Essa história é antiga e muita gente acredita”, diz o comerciante Antônio Carlos, 35, proprietário de um bar próximo a lagoa. É fácil constatar o quanto esses mitos exercem uma influência na vida dos moradores, abastecendo a imaginação de cada um.</p>
<p align="justify">Criada ouvindo as lendas, Márcia Miranda que, além de estudar mora perto da lagoa, é um exemplo dessa capacidade que os mitos têm de penetrar no cotidiano dos moradores. “Eu tinha medo de entrar na lagoa para tomar banho quando era pequena. Até passar por perto, à noite, eu não gostava”, afirma Márcia. Com o comerciante Antônio Carlos não é diferente. “Minha mãe não gostava que eu fosse sozinho a lagoa”, relembra.</p>
<p align="justify"><strong>Conscientização</strong><br />
No Abaeté e desenvolvido um trabalho informativo sobre as lendas e projetos ambientais da lagoa, para freqüentadores e turistas. Nativo, como é denominado, é coordenado desde 1988 por Antônio Conceição*. Segundo ele, como há um conjunto de histórias que envolvem a formação da localidade, outras serão sempre criadas como parte de um processo espontâneo. “A comunidade sempre vai criar um fato novo”, completa.</p>
<p align="justify">Crianças e adolescentes que moram na comunidade integram a equipe do projeto. Batizado de Meninos do Abaeté, eles são preparados para atuar na conscientização da preservação ambiental do Abaeté e manutenção dos contos mitológicos que a cercam. É o caso de Carlos Silva, 13, um dos integrantes do projeto. “Aqui, além de ensinar a preservar a natureza, nós falamos sobre as lendas para todo mundo”, relata Carlos, que se diz muito feliz por fazer parte do trabalho.</p>
<p align="justify">De forma educativa e cultural as lendas representam, para muitos, uma referência da localidade, bem como exercem uma forte influência no dia-dia dos moradores. Alimentam a imaginação e contribuem para a criação da identidade. Para se ter mais informações sobre os mitos, está disponível na internet o site: <a href="http://www.gruponativodeitapua.kit.net/">www.gruponativodeitapua.kit.net</a>. Ele é mantido pelo projeto Nativo e serve como forma para se conhecer um pouco mais acerca dessas lendas.</p>
<p>(junho de 2003)</p>
<p>*O líder comunitário e ambientalista Antonio Conceição foi assassinado em 2007.</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://soteropolitanosdeitapua.files.wordpress.com/2007/11/itapoa_cathyanne-rodrigues.jpg" alt="itapoa_cathyanne-rodrigues.jpg" /></p>
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