Contadora de histórias

francisquinha1.jpg

por Agnes Mariano

Nascida e criada numa pequena colina de Itapuã de onde se vê o mar, quando Francisca Passos, a Dona Francisquinha, começa a lembrar de tudo o que viveu, nos convida a uma deliciosa viagem no tempo, por um lugarejo distante onde só se via mar, areia, lendas e poesia. Conhece cada cenário e cada história com a intimidade de quem, além de ter participado de tudo, também se tornou uma pesquisadora diletante. Quando fala em escolas, “até em faculdade já me levaram”, ou mostra os tesouros que reuniu nesses anos – livros, fotos, reportagens e objetos -, ela nos convence de que tantas histórias bonitas não merecem mesmo ser esquecidas.

Clique aqui e leia mais…

O boteco do “Fas de Conta”

por Rachel Koerich

Não cheguei a entrar, fiquei parada extasiada olhando para o letreiro descascado, rindo sozinha. Não sabia o que mais me entretinha: se era aquele “s” mal colocado, ou a criatividade. Da onde teria saído um nome tão curioso? Não resisti. Tinha que perguntar. Recoloquei meu celular na bolsa, guardei meus óculos escuros na caixa, respirei fundo e entrei. Tinha certeza! Havia encontrado a minha história. Clique aqui e leia mais…

Escola Modelo em São Cristóvão

colegio_rachel3.jpg

por Rachel Koerich

O que antes era apenas um sonho de ter uma escola com condições dignas para educar e formar cidadãos tornou-se realidade para os moradores de São Cristóvão. Antes a escola Parque de São Cristóvão estava funcionando em um prédio com instalações inadequadas, localizado também em São Cristóvão. Quando chovia, o prédio alagava e os alunos ficavam impedidos de assistir aula. Além disso, as salas não tinham capacidade de abrigar a quantidade de estudantes matriculados e o local era desprovido de espaço para lazer. “Esta escola veio para concretizar um sonho da nossa comunidade. Há três anos eu lembro que estávamos eu e as mães dos alunos fazendo manifestação na Praça da Piedade pedindo uma escola para nossos meninos e, felizmente, ganhamos este presente”, pontuou a diretora da escola, Jacilene da Silva. Clique aqui e leia mais…

Feira de São Cristóvão passa por dificuldades

priscilarodrigues3_sao-cris.jpg

por Priscila Rodrigues

Eles estão por toda a parte no bairro de São Cristóvão, muitas vezes até no meio das ruas, dificultando o tráfico de carros, ônibus, pessoas, bicicletas e motocicletas. Os vendedores ambulantes se espalham pela Avenida São Cristóvão e pela Rua Aliomar Baleeiro, onde fica a Igreja da Matriz. Todos eles compõem a feira de São Cristóvão. Barraquinhas de frutas misturadas a poças de água suja, cachorros passeiam livremente ao lado de alimentos, cascas e bagaços de frutas empilhados deixam o ar desagradável. Não é difícil entender porque ambulantes e moradores se queixam tanto a respeito do descaso da prefeitura com a feira, e não são só estes que se queixam. Policiais e motoristas de transporte público também. Todos os dias as barraquinhas são armadas por volta das 6h e desmontadas depois das 18h. Clique aqui e leia mais…

Educação inclusiva

O respeito às diferenças é uma lição de cidadania

por Luciana Zacarias

“No primeiro dia de aula, um menino chegou pra mim e disse que eu era retardado. Hoje todos são meus amigos e me respeitam”, conta Edmundo Piauí dos Santos, 9 anos, que tem paralisia física e mental, e está sempre muito atento ao que se passa. O menino é um clássico exemplo dos desafios a serem enfrentados pelas escolas que têm como proposta sociabilizar as pessoas com necessidades especiais (PNE) nas instituições regulares de ensino. Clique aqui e leia mais…

De volta às salas de aula

itapoa_renan-pinheiro.jpg

Uma alternativa para o fim da violência e estímulo ao lazer
por Luciana Zacarias

Inglês, cidadania, artesanato, capoeira, recreação e culinária. O que podem ter em comum? Essas e outras atividades de cunho sócio-cultural, artístico, esportivo, de lazer ou profissionalizantes, fazem parte das oficinas gratuitas que são oferecidas às comunidades pelo Programa Escola Aberta.

Clique aqui e leia mais…

Escola de cidadania

Manifestação da cultura popular aliada à educação ajuda a mudar vida de jovens.
por Elena Martinez

Das ruas para as escolas, a arte da capoeira é ensinada por mestres e contramestres na forma de prática esportiva, que desenvolve em seus alunos qualidades como determinação, disciplina, autoconfiança e sociabilização. Com o objetivo de trazer essas atitudes para seus alunos, o Colégio Estadual Rotary, localizado no bairro de Itapuã, escolheu a capoeira como alicerce do projeto “Escola Aberta”, que pretende atuar na integração entre membros da comunidade e da escola. As aulas são ministradas pelo contramestre Tosta, que faz parte do grupo Camugerê, no qual participam 15 alunos e 12 membros da comunidade, que se reúnem todos os finais de semana no Colégio. Clique aqui e leia mais…

Inclusão digital: uma realidade distorcida

Escolas buscam melhorias para o ensino público
por Iana Silvany e Luciano Genonádio

A idéia de inclusão digital sugere a implantação de laboratórios informatizados que ofereçam aos alunos aulas de noções básicas da informática e possam também ser utilizados como mais um mecanismo de aprendizagem. Porém, a realidade das escolas públicas do bairro de Itapuã e Liberdade é bem diferente. Laboratórios fechados, computadores sem manutenção e sem acesso à internet, alunos aglomerados em frente às máquinas, a falta de professores e incentivo financeiro são alguns dos problemas enfrentados. Clique aqui e leia mais…

Espaço verde

por Lízia Sena

Ao entrar na Praça Calazans Neto, localizada em Itapuã, basta seguir até o fim da rua a procura do verde aglomerado que indicará que está no caminho certo. O caminho estreito de areia cercado por plantas em ambos os lados indica uma porta amarela com um aviso na parede para os marinheiros, ou melhor, aos reggaeiros : regaee roots.

Clique aqui e leia mais…

Lendas do Abaeté

itapoa_cathyanne-rodrigues2.jpg

por Renan Pinheiro

Como acontece com algumas localidades antigas, a Lagoa do Abaeté mantém suas lendas e contos folclóricos longe de serem esquecidos. Moradores compartilham histórias que, segundo estudiosos, remontam aos primeiros habitantes da lagoa, os índios. São inúmeros os mitos, mas alguns relatos ganham destaque devido ao grau de curiosidade que despertam nas pessoas. Para resguardar as lendas, existe no Abaeté um projeto chamado Nativo. Uma organização sem fins lucrativos, composta por moradores das proximidades. Clique aqui e leia mais…

Lampejos do Farol

itapoa_mariana-alves2.jpg

por Renan Pinheiro

Criado no século XIX pela Marinha Brasileira com o propósito de guiar embarcações que navegavam pelas águas de Itapuã, o Farol acabou tornando-se um local turístico e um ponto de encontro de amigos e namorados. Agências de turismo divulgam sua imagem para o mundo, mostrando as singularidades da Bahia. Entretanto, com o defasado sistema policial do local, assaltantes protagonizam cenas de furto a mão armada e acabam por afastar os visitantes. A baixa promoção de atos festivos também contribui para a desvalorização do local. Clique aqui e leia mais…

Mulheres lavadeiras de Itapuã

itapoa_mila-melo.jpg

por Mila Melo

Cedo, elas começam a trabalhar. Arrumam a trouxa de roupa na cabeça e se dirigem à Lagoa do Abaeté, assim como suas mães faziam. São mulheres na grande maioria negras que se iniciaram na profissão ainda criança. Algumas lavadeiras de Itapuã lavam roupa para manter a tradição familiar e outras fazem disto também uma profissão. São mulheres nascidas e criadas no Abaeté que passaram a infância nos arredores da Lagoa e que respeitam o local porque o consideram um lugar sagrado e religioso. Clique aqui e leia mais…